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Cinco dias após temporal com ventos de até 160 km/h, interior de SP tem alerta de baixa umidade e risco de incêndios

Interior de SP tem baixa umidade cinco dias após temporal com alagamentos e destruição Reprodução EPTV Em cinco dias, a região de Ribeirão Preto (SP) sai...

Cinco dias após temporal com ventos de até 160 km/h, interior de SP tem alerta de baixa umidade e risco de incêndios
Cinco dias após temporal com ventos de até 160 km/h, interior de SP tem alerta de baixa umidade e risco de incêndios (Foto: Reprodução)

Interior de SP tem baixa umidade cinco dias após temporal com alagamentos e destruição Reprodução EPTV Em cinco dias, a região de Ribeirão Preto (SP) saiu de um temporal com ventos de até 160 km/h, chuva forte e alagamentos para um cenário de calor, ar seco, alerta de baixa umidade e risco de incêndios. Às 12h20 desta quarta-feira (29), a Defesa Civil emitiu alerta moderado para umidade do ar abaixo de 30% entre Altinópolis (SP) e Ribeirão Preto, com impacto em municípios vizinhos. A mudança brusca ocorre após o temporal de sexta-feira (24), que derrubou árvores, destelhou imóveis, afetou serviços públicos e levou cidades da região a decretarem situação de emergência. A Defesa Civil Nacional reconheceu, em caráter sumário, a emergência em Ribeirão Preto, Dumont (SP) e Taquaritinga (SP). Guariba (SP), Barrinha (SP) e Pradópolis (SP) também foram citadas como cidades afetadas. Agora no g1 ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Em Ribeirão Preto, a prefeitura informou ao governo federal que o temporal provocou rajadas de aproximadamente 120 km/h e cerca de 21 milímetros de chuva em 20 minutos. O município registrou queda de centenas de árvores, destelhamentos, falta de energia, comprometimento no abastecimento de água, interdições viárias, danos em equipamentos públicos e uma morte. Região de Ribeirão Preto (SP) está em alerta para riscos de incêndio dias depois de temporal com alagamentos Defesa Civil/SP A virada em números A mudança aparece nos registros da estação meteorológica de Ribeirão Preto do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado e ao Instituto Agronômico. Segundo levantamento da reportagem, a umidade mínima caiu de 74,1% para 30,6% entre os períodos de 24 a 25 de julho e de 28 a 29 de julho. No mesmo intervalo, a temperatura máxima subiu de 23,3°C para 33,3°C. Na prática, a região saiu de um cenário de chuva forte e danos provocados pelo vento para tardes mais quentes e secas em poucos dias. A força do vento contribui para colocar a cidade em alerta para incêndios. Nos quatro dias após o temporal, houve apenas 0,3 milímetro de chuva em Ribeirão Preto, registrado entre 26 e 27 de julho. O volume é baixo e ajuda a explicar a rápida secagem do solo e da vegetação. LEIA TAMBÉM Por que mesmo com ventos a 160km/h fenômeno que atingiu a região de Ribeirão Preto não é tornado Temporal com ventos de até 160 km/h causa R$ 35 milhões de prejuízo a produtor de amendoim Microexplosão: é possível prever o fenômeno que causou temporal com ventos de 160 km/h na região de Ribeirão Preto? Baixa umidade, vento e risco de incêndios O alerta da Defesa Civil nesta quarta-feira reforça o cenário previsto pelo Instituto Nacional de Meteorologia. O Inmet informou que, durante a tarde, havia aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade relativa do ar em Minas Gerais e no norte de São Paulo. O instituto também apontou tempo firme em grande parte do Sudeste, com predomínio de poucas nuvens. A combinação de temperatura mais alta, queda da umidade e pouca chuva cria condições favoráveis ao aumento do risco meteorológico de incêndios. O Inmet calcula esse risco pelo Índice de Inflamabilidade de Nesterov, que considera temperatura, umidade, ponto de orvalho, vento e precipitação. Pela metodologia do instituto, chuvas de até 2 milímetros são consideradas insuficientes para interromper o acúmulo das condições favoráveis ao fogo. Já o Climatempo, prevê ventos de até 70 km/h nesta quinta-feira (30), o que reforça o risco para incêndios florestais. Qualidade do ar A baixa umidade também acende um alerta para a qualidade do ar na região de Ribeirão Preto. Segundo a Cetesb, a cidade registrava qualidade do ar moderada no boletim fechado às 11h desta quarta-feira (29), com índice 52 e MP2,5 como poluente determinante. 🔎 O MP2,5 é um material particulado fino, formado por partículas muito pequenas que ficam suspensas no ar. Por terem até 2,5 micrômetros de diâmetro, elas podem chegar mais profundamente ao sistema respiratório e causar problemas respiratórios. A medição, no entanto, não indica sozinha a origem da poluição. Com a umidade abaixo de 30%, como alertou a Defesa Civil, o ar mais seco pode aumentar o desconforto respiratório, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A orientação é beber água, evitar exercícios físicos ao ar livre e seguir as recomendações das defesas civis municipais. Em caso de emergência, os telefones são 199 e 193. Há 5 dias, cidade de Guariba (SP) sofreu com forte tempestade e chuva intensa Arquivo pessoal Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região